RIO DE JANEIRO, A NOVA PRAÇA MAUÁ E ARREDORES

Um passeio pelo Centro do Rio de Janeiro

Eu e meu marido gostamos muito de passear, mas já observamos que, às vezes, em nossa própria cidade, colocamos em 2º plano certos lugares, que quando viajamos para outras cidades, fazemos questão de visitar, tais como: Jardim Botânico, Teatro Municipal, Mercado Municipal, Catedral e Centro Histórico.

Tomados por esse espírito de valorização do que é de nossa cidade e de curiosidade para ver a "nova cara" da Praça Mauá, Projeto Porto Maravilha, partimos, num domingo de manhã, de metrô para "downtown".

Saltamos na estação de metrô Uruguaiana, saímos na saída Presidente Vargas e, estando na Avenida Presidente Vargas, caminhamos em direção à igreja da Candelária. Mais adiante, pegamos a Avenida Rio Branco à esquerda e caminhamos por entre lindos prédios antigos, muitos canteiros de obras e de longe avistamos a Praça Mauá.

"O Rio de Janeiro continua lindo", como diz Gilberto Gil. 
E agora mais lindo ainda com a nova Praça Mauá.
 Espaço amplo que cheira a mar ! 

Quando poderíamos dizer que seria legal passear pela Praça Mauá?

Bom saber que o Rio de Janeiro "ganhou" um "novo" ponto turístico.

1] MAR, Museu de Artes do Rio



Duas edificações unidas por um interessante projeto arquitetônico. O moderno e o antigo se juntaram para dar lugar ao MAR.

O MAR-Museu de Arte do Rio, abriga salas de exposição e a Escola do Olhar.

Palacete Dom João é o prédio antigo que foi construído entre 1913 e 1916 para sediar a Inspetoria de Portos, Rios e Canais. Esse prédio foi usado por 62 anos por várias instituições e depois ficou abandonado.

Foi restaurado para fazer parte do MAR

Já o outro prédio moderno, construção mais recente, precisou ser reformado, pois, inicialmente, era um Terminal Rodoviário.

 O MAR foi fundado em 2013 e foi o primeiro a ficar pronto nessa área.


2] A Praça com novos bancos e jardins

O design moderno dos bancos confere, aos mesmos, uma certa leveza.





O Visconde Mauá, que dá nome à praça, parece orgulhoso dessa nova Praça Mauá: limpa, bem cuidada e ajardinada.

Em 1910, o então Distrito Federal homenageou o Visconde inaugurando uma estátua em bronze, do tamanho natural, sob uma coluna de granito.




3] Caminhando em direção ao Museu do Amanhã, avista-se toda a Baía de Guanabara.



A Ponte Rio/Niterói também pode ser apreciada.





4] O domingo de sol e o céu azul acentuavam o colorido do letreiro onde todos queriam tirar uma foto. 

#CIDADEOLIMPICA


O difícil era sair sozinho na mesma!



5] Do outro lado, o Museu do Amanhã, projeto do renomado arquiteto espanhol Santiago Calatrava. É um prédio super moderno com uma arquitetura inspirada na Natureza Brasileira. Segundo Calatrava, sua inspiração veio das  Bromélias do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
  
[Na época de nossa visita, ainda estava em fase final de construção]



"A pretensão do Museu do Amanhã é inaugurar uma nova geração de museus de ciências no mundo, sendo considerado, "de terceira geração", com uma concepção que o posiciona como o primeiro museu global de terceira geração. A terceira geração destina-se a expor as mudanças, perguntas, e a exploração de possibilidades futuras para a humanidade".

Trecho retirado do site www.wikipedia.org.pt 

Abaixo, o Arsenal de Marinha que ocupa esse terreno desde 1763.

Com certeza, a transformação nessa área, proporcionada pelo Projeto Porto Maravilha, trouxe à luz belas construções que ficavam "meio escondidas".




O Terminal de Cruzeiros Marítimos fica em um prédio muito bonito, cuja torre lembra um farol.



O pórtico de entrada do "Terminal Internacional de Cruzeiros Pier Mauá", com belos vitrais art decô, ficou mais visível.  






Nesse prédio funciona um centro de informações turísticas da Riotur.

  Na hora em que estávamos indo embora, um food truck já começava a funcionar. Não sei se estão presentes todos os domingos, mas seria uma boa ideia, visto que muitas pessoas passeavam por lá.




Demos adeus à Praça Mauá e esticamos nosso passeio por outros lugares do centro do Rio de Janeiro 

 De lá, fomos caminhando até o Mosteiro de São Bento.

Ao final de uma íngreme ladeira, no morro de São Bento, está o Mosteiro dos monges beneditinos. Sua construção foi feita por escravos e teve início em 1633, sendo finalizada em 1671.  


O interior da igreja é muito admirado pela sua riqueza em talha dourada e seu trabalho de entalhe na madeira. Vai do estilo barroco ao rococó. 

Nas laterais, existem 7 capelas, cada uma dedicada a um santo: a de Nossa Senhora da Conceição é uma delas.



Logo após aos arcos de entrada da igreja, tem uma espécie de saguão com as paredes cobertas de azulejos.


Todos os domingos, às 10h, há a tradicional missa com canto gregoriano, que atrai fiéis e turistas.

Descemos a ladeira e fomos visitar a igreja da Candelária.

Foto do site www.pt.m.wikipedia.org

Dizem que a Candelária foi construída pela 1ª vez em 1609, a mando de um casal português, como forma de pagamento a uma promessa, por terem sido salvos de uma tempestade e naufrágio em alto mar. 

Desde então, a igreja já passou por 3 obras de ampliação e melhorias.

A Candelária foi construída com a frente voltada para o mar, Baía de Guanabara.

Internamente é revestida de mármores italianos e pinturas murais.

O longo tempo de sua construção explica também a mistura de estilos. Tem fachada barroca e seu interior apresenta estilo Neoclássico e eclético. 



Em uma das portas laterais da igreja, uma espécie de biombo, dá uma certa privacidade ao ambiente .


 Muito perto dali, quase em frente, está a Casa França Brasil.

Inaugurada por D.João VI em 1820 para ser a Praça do Comércio do Rio de Janeiro, a Casa França Brasil passou a funcionar como Alfândega, em 1824 e, assim, foi durante 120 anos. 

Em 1990, passou a ser um Centro Cultural com a missão de divulgar arte e cultura.

No dia do nosso passeio não havia nenhuma exposição. 

Almoçamos um delicioso crepe no Crepe Noveau, que funciona dentro da Casa.
[mais informações www.crepenouveau.com]


  
FOTOS: J.C. ALVAREZ


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