TOULOUSE LAUTREC NO MASP

"Toulouse Lautrec em Vermelho" é o nome da maior exposição sobre o artista em solo brasileiro. Setenta e cinco obras de Toulouse Lautrec estão no MASP, em São Paulo, para nos mostrar um pouco da história e trabalho do artista que se encantou com a vida noturna e a boêmia parisiense, em especial a de Montmartre, retratando-a em pinturas, desenhos e litografias.

Toulouse Lautrec
Tela Moulin de la Galette
Abaixo, Paul Viaud, amigo de Toulouse, que lhe fez companhia no final da vida, quando já estava bastante doente e debilitado.

Toulouse Lautrec
Almirante Viaud
As prostitutas e as dançarinas dos cabarés aparecem com frequência nos trabalhos do artista. Um aspecto interessante na obra de Toulouse Lautrec era o conhecimento que ele tinha da vida das mulheres que aparecem em suas pinturas e desenhos, e com seu olhar sensível pode observar, muitas vezes, aquilo que ninguém via: o cansaço, a tristeza e a falta de graça da rotina que viviam. Depois, conseguia fazer com que suas pinturas expressassem isso.

Toulouse Lautrec
O Divã
Na tela acima são retratadas três prostitutas à espera de seus clientes no bordel "La Fleur Blanche". E na tela abaixo, "As Lavadeiras", duas trabalhadoras são pintadas em pleno trabalho. Toulouse preferia pintar pessoas comuns em seu dia a dia do que modelos profissionais.

Toulouse Lautrec
Les Blanchisseuses
Nas telas abaixo, Jane Avril, dançarina muito famosa de cabaré e amiga do pintor aparece em pinturas e litografias. Foi diagnosticada com um distúrbio neurológico e internada em um hospital para "mulheres histéricas, começou a dançar em um "bal des folles" [baile das loucas] e descobriu, assim, não só a cura, mas, também, sua vocação artística. Dançou "can can" por muitos anos no Cabaré Moulin Rouge, fez sucesso e aparece em cartazes que anunciavam apresentações do grupo de Madame Eglantine.

Toulouse Lautrec
Tela Jane Avril

Toulouse Lautrec
Litografia Troupe de Mlle Églantine
Toulouse Lutrec ficava fascinado pelo movimento e o capturava de forma delicada. Veja no quadro abaixo, onde parece que o artista fez a pintura observando a dançarina dos bastidores. Esse quadro faz parte do acervo do Masp.

Toulouse Lautrec
Tela A Roda
Fiquei tão encantada com essa perspectiva, que comprei um ímã com essa pintura.

A Roda

Toulouse Lautrec foi um artista aberto ao novo, e, naquela época, foi um dos pioneiros em cartazes para propaganda de espetáculos, artistas e dos Cabarés.

Toulouse Lautrec
Litografia Moulin Rouge
Toulouse Lautrec faleceu jovem, com apenas 36 anos, e deixou um grande legado artístico.

Constam, também, da mostra 50 documentos entre cartas, bilhetes e fotos.
Vale ressaltar que nove dos quadros expostos em "Toulouse Lautrec em Vermelho" fazem parte do acervo permanente do MASP , assim poderemos apreciá-los mesmo depois do término da exposição.

Montmartre foi o local onde Toulouse Lautrec viveu parte de sua vida adulta. Esse lindo bairro parisiense tornou-se, ao final do séc. XIX,  um bairro frequentado, moradia ou lugar dos ateliers de artistas e intelectuais tais como: Degas, Van Gogh, Mondrian, Monet entre outros. Montmartre ficou famoso como um bairro boêmio e essa fama permanece até os dias atuais. Continua sendo um lugar muito agradável com ruas arborizadas e simpáticos cafés e bistrôs. É comum encontrarmos artistas nas praças vendendo seus trabalhos ou fazendo apresentações musicais. Por estar no alto de uma colina, oferece uma bela vista da cidade. É lá, também, que se encontra a Basílica de Sacre Coeur, uma das maiores atrações de Paris.

Montmartre
Montmartre nos dias de hoje.

Montmartre em Paris
Montmartre nos dias atuais 
Depois de apreciar essa linda mostra, não deixe de subir ao segundo andar e visitar, também, o Acervo Permanente do Masp, que recebeu destaque super especial retornando aos "Cavaletes de Cristal de Lina Bo Bardi". Todas as pinturas ganharam leveza e a sala ficou ampla, permitindo uma boa circulação entre as obras. Muitos quadros maravilhosos!!!

MASP 2017

MASP 2017
Botticelli e Modigliani
                                                           FOTOS : J.C. ALVAREZ

2 comentários

  1. Minha reclamação a esses cavaletes é: colocaram a interpretação dos obras no bolso né? ficou cansativo saber obra, ano autor, local e etc... para mim: isso deve ser revisto pelo bem da fruição do patrimônio. :)

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