KORICANCHA, RUMICOLCA, ANDAHUAYLILLAS, PIKILLACTA, TIPÓN


Começamos cedo nosso 2º dia em Cusco pois seria nosso 1º passeio. Contratamos o guia Rafael para um tour particular de 3 dias. Nosso roteiro começou às 8h30 e retornamos às 15h.


1] Koricancha ou Templo do Sol

Fica dentro da cidade e foi construído em homenagem a Inti, o Deus-Sol como um local para oferendas. Era um dos templos mais ricos da cidade, com paredes revestidas de ouro e pedras preciosas, além de altares nesse metal nobre.
Em seus jardins havia também estátuas de animais e plantas, em tamanho natural, feitas em ouro. 

Os espanhóis saquearam o templo e construíram, por cima, o convento de Santo Domingo, em 1540. Essa era uma prática dos colonizadores muito comum na época.





Foto de es.wikipedia.org/wiki/Coricancha

É impressionante a perfeição da construção desses 2 muros incas que faziam parte do Templo de Koricancha, sendo um deles arredondado.












Essa fonte, no centro do claustro do Convento, de forma octogonal é de origem inca, e, segundo o site www.perutoptours.com, era aí que o Sumo Sacerdote colocava a chicha, aguardente feita de milho, como oferenda ao Deus-Sol.





A engenharia inca era sofisticada. As janelas desses 3 templos estão alinhadas de tal maneira, que a luz do sol passava através delas durante o solstício de verão, de forma perfeita.
O formato das janelas e das portas é trapezoidal e os corredores são ligeiramente inclinados, o que dá uma solidez a essas construções que não desmoronaram com os terremotos, ao passo que muitas construções espanholas vieram abaixo. 




 Esse orifício redondo na pedra servia como encaixe para um círculo em alto relevo que ficava em outra pedra. Essa era uma forma de prender uma pedra na outra, mantendo firme a construção.  





Parede interna de um dos templos revelando arquitetura inca.




Nesses nichos na parede eram colocadas as oferendas aos deuses.




O jardim de Koricancha, onde outrora estiveram as estátuas em ouro de animais e plantas, visto do convento.




O jardim está em 3 níveis.







A fonte sagrada, no jardim de Koricancha, e os canais que levavam a água para abastecer outras fontes.






Obs : O Templo de Koricancha não faz parte do Boleto Turístico. O preço do ingresso é de 10 soles por pessoa.


2] Rumicolca  

No caminho para Rumicolca passamos pela Laguna Huacarpay, um lago próximo às ruínas incas e às montanhas. Huacarpay faz parte do Parque Arqueológico de Pikillacta e da Reserva Turística Nacional de Lucre. É muito importante para o ecossistema pela quantidade de diferentes aves que vivem ali, além de outras que só vêm em certas épocas do ano. 





Não lembro se passamos antes ou depois por Oropesa, a cidade dos pães  redondos enormes. Eles ficam pendurados na beirada das casas e em pequenos armazéns. Segundo nosso guia, um grande número de moradores exerce o ofício de padeiro.

Foto de www.lugaresdeviaje.com

Foto de www.iletours.com

Chegamos a Rumicolca, que se supõe ser o portão que controlava a entrada para Cusco e Pikillacta.

Segundo nosso guia, as mercadorias viriam por essa estrada e teriam que passar por esse portão.






A base dessas construções era da civilização wari, pré-inca. A construção à direita, em pedras maiores, é wari, civilização pré-inca, e as pedras menores já fazem parte da construção inca. 

  

2] São Pedro de Andahuaylillas é um vilarejo calmo, de ruas estreitas e vazias, cercado por montanhas muito altas.

Essa delícia de pracinha fica em frente à igreja, e, embaixo dessas frondosas árvores, várias mulheres do vilarejo vendem artesanato.






A igreja de São Pedro, um ponto turístico muito visitado, é chamada de "Capela Sistina" da América do Sul. Foi construída, em 1610, sobre ruínas incas.





Na área, à direita, antes de entrar na igreja, vemos essas 3 cruzes que representam a Santíssima Trindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.



Por fora, parte de sua fachada é pintada com imagens de anjos, santos, flores em diferentes tons de rosa, verde, azul e mostarda. Dentro dos nichos, os santos também são pinturas.







Por fora é uma singela igreja, mas por dentro é muito bonita. Todas as paredes e teto estão enfeitados com pinturas ou quadros.


No interior da igreja, quadros enormes com pinturas de colorido forte. São as pinturas da chamada "Escola de Cusco", "escola de pintura colonial peruana" que junta a tradição barroca de pintura com a contribuição indígena". [trecho do site www.pt.wikipedia.org]

O dourado das pinturas é uma espécie de revestimento em folhas de ouro. 



Foto de www.jesuitasbrasil.com

Foto de www.guascatur.com

De modo geral, não é permitido fotografar dentro das igrejas. Eu senti falta de postais com as imagens dessas igrejas, para que pudéssemos comprar e trazer uma recordação. 


O ingresso para a igreja de São Pedro também não está incluído no boleto turístico, e a entrada custa 10 soles por pessoa.


3] Pikillacta

Quando começamos a visita às ruínas, ficamos impressionados com a magnitude da cidade que parece ter sido desenhada antes de ser construída, tamanha a organização do seu espaço.

Era uma cidade Wari, cultura que ali viveu 500 anos antes dos incas e está muito bem conservada. É possível identificar ruas, praças, casas de 2 andares, lugares de adoração aos deuses etc...






Essa é a muralha que protegia a cidade.


Uma outra visão da muralha de proteção.



Essas pontas de pedras para fora da parede mostram que aí eram apoiadas as bases do 2º andar das residências.




 Muitas estruturas de casas de dois andares são visíveis, o que leva a crer que era uma cidade rica e desenvolvida. Estima-se que a cidade chegou a comportar 10 mil casas. 




Esses nichos eram lugares de colocação de oferendas, o que indica lugar de atividade religiosa. 




As casas eram revestidas de gesso, assim como seus pisos. Pikillacta era uma cidade branca.  



De longe avista-se lugares de extração do gesso



5] Tipón

Dizem que Tipón foi construída a mando de Wiracocha, para ser um jardim real e moradia de seu pai. Os povos estavam sempre em constantes disputas, e, ao construírem cidades, casas, fortalezas, procuravam ocupar lugares estratégicos, de onde tinham boa visão da cidade e de onde poderiam se defender com mais facilidade. 
Abaixo, vemos um mirante de onde conseguiam ver a cidade e o acesso a Tipón.



   
Vários platôs para plantação irrigados por canais, que conduzem a água captada de fontes no subsolo. Esses canais cortam os platôs e funcionam até os dias de hoje.  







Essas construções eram cômodos de residências.









FOTOS: J.C.ALVAREZ


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